quarta-feira, 21 de março de 2012


Mapa de conceitos rochas sedimentares




                     Carvão vs Petróleo




Características





Origem
A parte inferior dos musgos e de outras plantas herbáceas transformam-se devido
à ação dos microrganismos
Forma-se a partir de sedimentos biogénicos tais como algas, esporos e grãos de pólen

Ambiente de formação
Ambientes continentais, geralmente pantanosos e zonas de difícil drenagem de água
Ambientes que permitem o desenvolvimento de plâncton abundante






Processo de formação





O afundimento dos detritos vegetais vai dar resultado a materiais com menos água, menos matéria orgânica e mais carbono - incarbonização
Existe uma deposição, no fundo de lagos e mares, de restos de animais e vegetais mortos ao longo de milhares de anos, esses restos vão sendo cobertos por sedimentos, e mais tarde esses sedimentos transformam-se em rochas sedimentares. Pela ação do calor e da alta pressão provocados pelo empilhamento dessas camadas, originam-se reações complexas, formando o petróleo – petrogénese

Produtos finais

Lignite, carvões betuminosos e antracite
Gases, gasolina, fuel para aviões, petróleo de aquecimento e iluminação, diesel, fuel, parafina e asfalto






quarta-feira, 14 de março de 2012



Qual a importância da água num movimento em massa?

Teoria: Ocupação antrópica e problemas de ordenamento- movimentos em massa

Princípios:
  • Os movimentos em massa consistem em deslocamentos, em zonas de vertente, de grandes volumes de materiais devido à ação da gravidade;
  • Certas características, como o atrito, grau de coesão das partículas e outros, podem opor-se ao movimento (forças de resistência);
  • A tensão superficial criada por uma película de água tende a ligar aos grãos de areia;
  • Certos factores podem fazer variar o ângulo de declive máximo para o qual os materiais numa zona de vertente se mantêm estáveis (ângulo de repouso);
  • A água que se infiltra no solo, devido a sua forte capacidade de estabelecer ligações moleculares, cria à volta das partículas do solo uma fina película que permite manter um certo grau de coesão entre essas partículas;
  • Quando a concentração de água no solo atinge níveis que conduzem à sua saturação, a tensão exercida pela água é tal que leva a que as partículas desse solo se afastem, o que cria uma situação de instabilidade que pode conduzir ao movimento de materiais ao longo desse vertente.

Conceitos: movimentos em massa; força gravítica; atrito; tensão superficial; grau de coesão; inclinação da vertente; teor de água; temperatura; vertente estável; vertente instável.


Dados e acontecimentos:
Utilizamos três tipos de materiais geológicos (cascalho, areão e areia) e pusemos uma quantidade variável de água obtendo três processos de cada material geológico que era seco, molhado e encharcado. Após colocarmos os materiais numa tabua de madeira medimos com um transferidor o ângulo de atrito a partir do momento em que os materiais começam a deslizar ao longo da tabua, cronometrando o tempo que os materiais demoravam a atingir o solo (na actividade pratica, a mesa).


Areia seca
Areia molhada
Areia encharcada


Resultados:

Materiais
Geológicos

Ângulo de atrito
(gaus)
Tempo
(segundos)
Cascalho

35°
2
Cascalho molhado

41°
6
Cascalho encharcado

32°
4
Areão

22°
10
Areão molhado

26°
22
Areão encharcado

35°
14
Areia

31°
6
Areia molhada

32°
4
Areia encharcada

Não determinado
Não determinado


Conclusão:
No final desta actividade pratica, concluímos que o material geológico cascalho é que possui maior ângulo de atrito a seco e o que possui menor é a areia. O material geológico que apresenta menor ângulo de atrito quando humedecido é o areão e o que possui maior é o cascalho. Concluímos também que os materiais que deslizam com maior velocidade a seco e quando humedecidos são cascalho e areia, respectivamente; e o material com menor velocidade a seco e quando humedecido é o areão em ambas as situações.
Com estes resultados obtidos na actividade, podemos descobrir a relação entre o ângulo de atrito e a presença de água e a relação entre a velocidade de deslizamento e o angulo de atrito, então:
  • Para o mesmo ângulo de atrito, a presença da água contribui mais para o deslizamento dos materiais geológicos ao longo da tábua do que a sua ausência.
  • Quanto menor for o ângulo de atrito que oferece resistência ao deslizamento dos materiais maior vai ser a velocidade de deslizamento destes.



Qual a importância do NaCl na deposição de materiais argilosos?

Teoria: Processos e materiais geológicos importantes em ambientes terrestres: deposição de materiais geológicos

Princípios:
  • As rochas sedimentares formam-se através de rochas pré-existentes e englobam 2 grandes processos: sedimentogénese (formação de sedimentos e divide-se em 4 etapas: meteorização, erosão, transporte e sedimentação) e diagénese (formação de rochas sedimentares consolidadas e divide-se em 3 etapas: compactação que conduz à desidratação, cimentação e recristalização);                                              
  • Rochas argilosas, constituídas essencialmente por minerais de argila, são exemplos de rochas sedimentares detríticas;                                                      
  • Os minerais de argila resultam da meteorização química de vários minerais (alteração química dos minerais devido a agentes externos que são transformados noutros mais estáveis nas novas condições ambientais em que se encontram);                                                                                           
  • O cloreto de sódio ioniza-se na água;                                                                   
  • A presença de sais (NaCl, no caso da actividade prática) na água facilita a deposição dos sedimentos mais pequenos;                                                        
  • A floculação é a formação de flóculos através da união de pequenos grãos de argila devido ao cloreto de sódio;                                                            
  • A força gravítica pode determinar a sedimentação dos materiais;

Conceitos: sedimentogénese; diagénese; rochas sedimentares; rochas detríticas não consolidadas; rochas argilosas; meteorização química; argilas; floculação; cloreto de sódio (sal); força gravítica;



Dados e acontecimentos:
Procedimento:                                                                                                     
1º Medir uma quantidade de argila e 0,4g de NaCl e colocar em tubos de ensaio diferentes;                                                                                                    
2º Medir 20ml de água destilada;                                                                
3º Colocar 10ml de água em casa tubo de ensaio;                                                
4º Agitar bem ambas as soluções;                                                                         
5º Colocar a mesma quantidade de argila na solução que contem NaCl e agitar;                                                                                                      
6º Colocar os tubos de ensaio nos suportes, esperar um determinado tempo e registar os resultados.


Resultados:




Condições iniciais

Resultados
Tubos
Conteúdo
Substância adicionada


A

Suspensão de argila


H₂O
Passado algum tempo, a água ficou mais suja, porque a argila não se depositou toda no fundo do tubo de ensaio, a maior parte ficou ainda dissolvida.


B

Suspensão de argila


Solução de NaCl
Passado algum tempo, a água ficou mais limpa e transparente, porque na presença de NaCl a argila depositou-se quase toda no fundo do tubo de ensaio.


Conclusão:
Com esta actividade prática, pretendíamos descobrir a importância, influência e acção de um sal, neste caso o utilizado é o cloreto de sódio (NaCl), na deposição de materiais argilosos cujas dimensões são inferiores a 1/256mm, onde predominam os minerais de argila resultantes da meteorização química de vários minerais - rochas argilosas.
No final desta, concluímos então que quando a água tem sais dissolvidos, os sedimentos depositam-se no fundo. Esta actividade permitiu-nos também compreender como acontece a deposição dos sedimentos na foz dos rios, ou seja, os sedimentos mais finos que vêem dissolvidos nas águas dos rios, como por exemplo a argila, quando chegam à foz e se misturam com água salgada (água do mar) depositam-se no fundo do mar, formando por exemplo depósitos de argila.